GRUPO TENDA ATACADO INAUGURA LOJA NA CAPITAL ANGOLANA
- A Alimenta Angola é a primeira das 10 lojas que o grupo pretende abrir no país e será inaugurada em 29 de novembro; no Brasil, possui 12 unidades - Além do investimento e retorno econômico para o grupo, a abertura da unidade vai auxiliar a população no processo de reconstrução do país - Dez brasileiros permanecerão em Luanda nos primeiros meses de operação da loja, para orientar e treinar os 150 funcionários recrutados localmente
Outubro de 2009 – O Grupo Tenda Atacado expande suas fronteiras e inaugura no dia 29 de novembro a primeira loja na capital angolana, Luanda. Denominada Alimenta Angola, a unidade de estréia do grupo no exterior e a primeira de um projeto de expansão internacional, com 5 mil metros quadrados e dez check-outs, terá layout similar às lojas brasileiras e vai oferecer um sortimento de cerca de 6 mil produtos, a maioria importada do Brasil.
Cerca de dez profissionais brasileiros foram deslocados para Luanda e lá permanecerão nos primeiros meses depois da inauguração da nova loja. A missão deles é orientar e treinar a equipe de 150 funcionários recrutados localmente.
“A expansão do grupo para um país com o qual temos em comum apenas a língua é movida, claro, pelo investimento e o retorno econômico. Mas prevaleceu na nossa decisão de abrir uma loja na Angola o aspecto social, de auxiliar o nosso irmão de língua a se fortalecer no seu processo de reconstrução nacional, depois de séculos de colonização e décadas de guerrilhas internas”, afirma o diretor Geral do Grupo Tenda Atacado, Eduardo Severini. “Essa é apenas a primeira das dez unidades que a companhia pretende abrir no país africano, nos próximos anos”, revela.
Um país em reconstrução – De acordo com a enciclopédia livre Wikipédia e a AngolaPress, o país da costa ocidental africana foi a última colônia portuguesa e conquistou sua independência em 1975. Apesar disso, no século 20 não conheceu a paz, primeiro em virtude da luta contra o domínio colonial português, depois como conseqüência da guerra civil que eclodiu, a partir da independência, entre os principais partidos nacionais, os antigos movimentos de libertação. O poder político manteve-se na posse do Movimento Popular de Libertação de Angola desde 1975, embora o partido da oposição União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) tenha dominado parte do território até o fim da última guerra civil, em 2002.
A população estimada em 1995 era de 11 milhões de habitantes e sua moeda corrente é o kwanza (Kz). A língua oficial é o português, mas Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, kimbundo, kikongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama. A população é predominantemente cristã, e a religião católica é a mais difundida. É o segundo maior produtor de petróleo e exportador de diamantes da África Subsaariana.
Uma figura bastante comum nos grandes centros angolanos são as zungueiras, a versão das sacoleiras ou camelôs brasileiros. Elas adquirem mercadorias, de peixes e carnes a vestuário e calçados, nas rudimentares lojas de atacado locais (“armazéns de venda a grosso”) e os vendem na rua, a céu aberto (leia a reportagem “Zungueiras de Luanda: na zunga está o ganho mesmo a dar kilapi”, do Jornal de Angola Online, em http://migre.me/cjn7).
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